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Desertificação avança para o litoral, alerta a demógrafa Maria Filomena Mendes

idososA socióloga Maria Filomena Mendes considera que a desertificação do interior do país deverá aproximar-se cada vez mais do litoral nos próximos anos, com uma maior concentração da população nas regiões do Porto, Lisboa ou Algarve. "É quase como se o nosso interior avançasse para o litoral", disse à  agência Lusa a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, que será  uma das oradoras num encontro de dois dias que começa na sexta-feira, em  Lisboa, intitulado Presente no Futuro - Os portugueses em 2030.

A situação é previsível dada a tendência registada na década entre 2001  e 2011, que registou já zonas de "despovoamento e envelhecimento" da população  na faixa costeira, acrescentou a demógrafa, professora da Universidade de  Évora. 

A desertificação humana fica clara quando se olha para as estatísticas:  nos concelhos fronteiriços de Alcoutim, Mértola ou Idanha-a-Nova há uma  média de sete habitantes por cada quilómetro quadrado. Na Amadora, em Lisboa  ou no Porto a taxa ultrapassa as 5.000 pessoas. 

Outros indicadores da falta de população no interior podem ser encontrados  na redução de explorações agrícolas para mais de metade em 30 anos, baixando  de 785.000 em 1979 para 305.000 nem 2009, ou no número de incêndios florestais,  que aumentou dez vezes também nas três décadas entre 1980 e 2010, disparando  dos 2.349 para os 22.026 fogos anuais. 

Ao aumento do número de idosos tem vindo a associar-se a descida no  número de filhos por mulher, que se fica atualmente pela taxa de 1,3, a  segunda mais baixa do mundo na tabela liderada pela Bósnia-Herzegovina,  como 1,1, de acordo com dados revelados pelas Nações Unidas em outubro do  ano passado. 

Uma projeção apresentada num encontro realizado pelo Presidente da República  em Cascais, em fevereiro, indicava que em 2030 haverá no país duas pessoas  com mais de 65 anos por cada jovem com menos de 15, relação que passará  a ser de 2,67 para um em 2050. Atualmente, é de 1,29 para um. 

Mesmo que, como preveem as projeções citadas por Maria Filomena Mendes,  a taxa de fecundidade em Portugal venha a aumentar para 1,6 filhos por mulher,  ou possa mesmo chegar, nos cenários mais otimistas, a 2,0 ou 2,1, valores  que permitiriam manter o equilíbrio populacional. 

Essa realidade não vai ocorrer, garante a cientista, porque o número  de mulheres em idade de terem filhos vai continuar a diminuir, pelo que  o saldo será sempre negativo. 

Projeções publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística em 2009  apontam para que, sem emigração nem imigração, a população portuguesa ira  descer mais de dois milhões de pessoas nos próximos 50 anos, ficando-se  pelos 8,1 milhões de habitantes em 2060. 

Embora a baixa de fecundidade tenha sido uma tendência geral nos países  ocidentais, Portugal aparece como único caso onde essa realidade se mantém.

Comparativamente, até mesmo noutros países do sul da Europa como Espanha  ou Itália "já começaram a recuperar" a taxa de fecundidade, salienta Maria  Filomena Mendes. 

fonte/Lusa

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